Johann Kaspar Schmidt nasceu em 25 de outubro de 1806, em Bayereuth, na Baviera - Alemanha.
Muito cedo órfão de um pai fabricante de flautas, abandonado por sua mãe que tornou a casar-se, Johann conseguiu, contudo, realizar estudos universitários. Impressionados com a extensão de sua fronte (em alemão stirn), seus condiscípulos colam-lhe o apelido que utilizaria mais tarde como pseudônimo: Stirner.

Aos 28 anos, enfrenta o exame pro facultate docendi mas não obtém o título de doutor de Estado. Em Berlim, uma instituição privada para moças aceita os serviços desse jovem professor, viúvo após seis meses de casamento, e que vive naquele momento com uma mãe louca. À noite, após seus cursos, Stirner frequenta a taverna de Hippel, onde se reúne ruidosamente a "Liga dos livres". Segundo E. Armand:
Muito cedo órfão de um pai fabricante de flautas, abandonado por sua mãe que tornou a casar-se, Johann conseguiu, contudo, realizar estudos universitários. Impressionados com a extensão de sua fronte (em alemão stirn), seus condiscípulos colam-lhe o apelido que utilizaria mais tarde como pseudônimo: Stirner.

Aos 28 anos, enfrenta o exame pro facultate docendi mas não obtém o título de doutor de Estado. Em Berlim, uma instituição privada para moças aceita os serviços desse jovem professor, viúvo após seis meses de casamento, e que vive naquele momento com uma mãe louca. À noite, após seus cursos, Stirner frequenta a taverna de Hippel, onde se reúne ruidosamente a "Liga dos livres". Segundo E. Armand:
"Entre os livres discutia-se de tudo e sobre tudo: política, socialismo, anti-semitismo, teologia e a noção de autoridade"
Sob a fumaça dos longos cachimbos e no rumor das canecas de cerveja, Stirner, "tranquilo inimigo de toda coerção", dizia Engels, sempre um pouco apartado do burburinho e dos gritos, não permanece insensível aos encantos de Maria Dänhardt, que se torna sua segunda esposa em 1843. Em 1844, Stirner publica seu único livro: O único e sua propriedade. De saída, é o triunfo. Mas logo sobrevém a miséria. A direção do instituto de moças julga oportuno afastar-se de um professor tão original. Trabalhos obscuros de tradução, a fundação de uma leiteria, que fracassa, não conseguem salvar Stirner das garras dos credores. Após dois anos na prisão, morre esquecido em 25 de junho de 1856.
O associativismo livremente consentido
É preciso aguardar os trabalhos do escocês educado na Alemnhã John Henry Mackay, ao final do século XIX para que o nome e a obra de Stirner ressucitem e assumam um lugar de destaque na história do anarquismo. O único e sua propriedade é com efeito, segundo a expressão de Victor Basch, "A bíblia do anarquismo individualista ou do individualismo anarquista". Como toda bíblia, só revela seu segredo ao final de uma lenta meditação.
Inversamente a Feuerbach, que erige o homem ou a humanidade em absoluto, Stirner vê no eu individual, o eu em carne e osso, o supremo valor:
O associativismo livremente consentido
É preciso aguardar os trabalhos do escocês educado na Alemnhã John Henry Mackay, ao final do século XIX para que o nome e a obra de Stirner ressucitem e assumam um lugar de destaque na história do anarquismo. O único e sua propriedade é com efeito, segundo a expressão de Victor Basch, "A bíblia do anarquismo individualista ou do individualismo anarquista". Como toda bíblia, só revela seu segredo ao final de uma lenta meditação.
Inversamente a Feuerbach, que erige o homem ou a humanidade em absoluto, Stirner vê no eu individual, o eu em carne e osso, o supremo valor:
"Por que preciso realizar o humano em geral? Minha tarefa é contentar-me em bastar-me. Sou Eu que sou minha espécie. Sou sem regra, sem lei, sem modelo."Assim, é fundamental livrar-se de toda essa ganga de alienações que as Igrejas, as Leis, o Estado e a Burguesia liberal edificaram no decorrer de séculos. Ao final da empresa purificadora, O Único vê como sua propriedade tudo o que se oferecia a ele; só reconhece um único direito: o direito a seu bem-estar.
A vida social só é possível e válida pela associação voluntária embasada em um contrato resilível. Essa associação de "egoistas"( ego = eu ) proporcionará, com efeito, mais fruições e bem-estar do que uma vida solitária. O individualismo resulta assim no associativismo livremente consentido.
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Referências:
Livro: História do Anarquismo - Tradução: Plínio Augusto Coelho. São Paulo: Ed. Faísca: Imaginário, 2008. Páginas: 18 a 20.
Ilustrações: ArthurMag
Ebook: O Único e a sua Propriedade
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