Completaria hoje 85 anos o anarquista Jaime CuberoQue seu exemplo siga vivo entre nós
Colamos abaixo um texto muito difundido na internet em que a historiadora Margareth Rago fala sobre ele:
Quem foi Jaime Cubero
Ativo militante, jornalista, intelectual e pedagogo, Jaime dedicou sua vida à difusão das idéias anarquistas; militou desde cedo no Centro de Cultura Social, no bairro operário do Brás em São Paulo, fundado em 1933. Nascido em Jundiaí, cidade operária próxima a São Paulo, descendente de imigrantes espanhóis, perdeu o pai aos 2 anos de idade. Aos 7, vem para SP, onde passa a morar com irmãos e avós no bairro da Móoca. Fez o curso primário na rede oficial de ensino , mas aos 10 anos teve de abandonar os estudos para trabalhar. Autodidata, conheceu o sr. Liberto, seu vizinho anarquista, que lhe passa alguns livros anti-clericais e com o qual organiza um grupo de estudos libertários. Passados alguns anos, organizam o Centro Juvenil de Estudos Sociais. Esteve envolvido nas lutas de resistência contra a Ditadura do Estado Novo, entre 1937-45. Em fins de 45, o grupo entra em contato como o Centro de Cultura Social, que reabria no Brás. Passa a freqüentá-lo e é convidado a ingressar no mesmo por outro conhecido anarquista, Edgard Leuenroth.
Logo mais, convidado a ser secretário do Centro, onde trabalha nos jornais e no Grupo de Teatro. Em 54, deixa SP e vai trabalhar na redação do jornal O Globo do Rio de Janeiro, onde fica até 64. Nesta cidade, encontra José Oiticica, cuja casa passa a freqüentar e participa do jornal Ação Direta, que aquele dirigia.
Demitido do jornal O Globo, pela ditadura militar, em 1964, por liderar uma greve dos gráficos, volta a São Paulo. Viveu ao lado da companheira Maria, denunciando as injustiças sociais, defendendo a liberdade, pregando os ideais anarquistas. Teve importante contribuição nos meios acadêmicos e estudantis, orientando inúmeras teses sobre a história das lutas sociais no país, além da pedagogia libertária.
Ajudou a formar vários intelectuais e militantes anti-autoritários. No CCS, organizou inúmeras atividades, ciclos de palestras ,debates e participou de congressos nacionais e internacionais como "Outros 500. Pensamento Libertário Internacional", na PUC/SP, 1992 e no Congresso Internacional de Barcelona, em 1993. Recentemente, participa da elaboração da revista Libertárias, que vem sendo publicada pela Editora Imaginário, sob direção de Plínio Coelho e Edson Passetti.
Logo mais, convidado a ser secretário do Centro, onde trabalha nos jornais e no Grupo de Teatro. Em 54, deixa SP e vai trabalhar na redação do jornal O Globo do Rio de Janeiro, onde fica até 64. Nesta cidade, encontra José Oiticica, cuja casa passa a freqüentar e participa do jornal Ação Direta, que aquele dirigia.
Demitido do jornal O Globo, pela ditadura militar, em 1964, por liderar uma greve dos gráficos, volta a São Paulo. Viveu ao lado da companheira Maria, denunciando as injustiças sociais, defendendo a liberdade, pregando os ideais anarquistas. Teve importante contribuição nos meios acadêmicos e estudantis, orientando inúmeras teses sobre a história das lutas sociais no país, além da pedagogia libertária.
Ajudou a formar vários intelectuais e militantes anti-autoritários. No CCS, organizou inúmeras atividades, ciclos de palestras ,debates e participou de congressos nacionais e internacionais como "Outros 500. Pensamento Libertário Internacional", na PUC/SP, 1992 e no Congresso Internacional de Barcelona, em 1993. Recentemente, participa da elaboração da revista Libertárias, que vem sendo publicada pela Editora Imaginário, sob direção de Plínio Coelho e Edson Passetti.
Morre aos 71 anos de idade, no dia 21 de maio de 1998, vítima de problemas de saúde.
Margareth Rago
Margareth Rago
3 comentários:
Hmmm... resumir a vida de alguém como Cuberos é foda, mas Dona Margareth conseguiu se sair bem... kkkk... O cara era um exemplo de alternativa ao intelectualismo que infesta a esquerda brasileira, incluindo ai os anarquistas...
Viva Cuberos !!!
Da hora!! : ) Colando aqui o que foi postado no fórum libertário:
Olá,
conheci Jaime Cubero, apresentado por Plínio e Ierecê, em 1991.
Já estava doente, mas tinha uma disposição incrível. Assisti a várias de suas
falas em público ou em pequenos grupos. Aprendi muito com suas aulas sobre a imprensa anarquista
e de como os temas libertários antecipavam em muito questões sobre as mulheres, as crianças, a sexualidade.
um mestre.
att
Beto Severino
Oi Lucas,
Valeu pelas felicitações. O trabalho de vocês também é muito bom. Parabéns cara!
Você conhece o artigo "Razão, paixão e anarquismo" do Jaime? Depois da uma olhada nele no Eidos (http://wwweidosinfozine.blogspot.com/2010/10/eidos-info-zine-26-2.html)
Abraços libertários,
Thiago Lemos
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